Xande e Maitê
Crônicas de dever de casa #4
Boa Segunda, substack! Como vocês estão?
Veio aí mais uma crônica de Redação Criativa. Pra ser honesta, no momento em que estou preparando esse post, é Sábado, dia 12 de Julho. Estou ansiosa sobre muitas coisas que vão acontecer nessa semana — do dia 14 a 18 — espero que vá tudo bem, é minha última semana de aulas, se eu não ficar de recuperação em nenhuma disciplina, hehe.
Bem, esse exercício era sobre diálogo, baseado numa conversa que eu tive com meu namorado. Nesse ponto a disciplina começou a desandar e ficou bem chato, mas eu ainda acho essa história fofa. Provavelmente esse vai ser o último post de Crônicas de dever de casa, espero que gostem!
O sol espalhava seus raios dourados sobre a paisagem na sua golden hour, a hora dourada tingia a praça com um lindo laranja. Maitê e Alexandre sentam juntos numa banco, sentindo o vento fresco refrescar seus rostos no calor da tarde, enquanto eles conversam sobre a vida. Nessas horas, Maitê fica reflexiva, apesar dela e Alexandre estarem apenas namorando há uns poucos anos, ela já pensa na família que os dois podem formar um dia. Ela sempre foi uma menina sonhadora que adora pensar sobre o futuro lindo que a vida guarda para ela, então esses momentos não eram raros.
Ela olha para o rapaz, seus olhos castanhos se destacando na luz dourada. Eles trocam um olhar apaixonado, cheio de carinho. Ela brinca com seus próprios dedos, tímida, quase com vergonha de perguntar algo que ela pergunta quase sempre nesses momentos de profunda reflexão.
“Xande, se a gente tivesse um filho…” Ela olha para a distância, é difícil olhar nos olhos falado de um assunto tão sério, mas tão distante. Ela dá uma risada leve, e coloca o cabelo para trás da orelha. “Ele ia estudar numa escola pública ou particular?” Ela finalmente olha novamente para o namorado, com um sorriso brincalhão, disfarçando o nervosismo que vem com esse tipo de pergunta.
Alexandre ri, ele já sabe o porquê dessa pergunta. Nesses momentos, Maitê gosta de pensar em pequenos detalhes do futuro que ela imaginou para eles. Ele acha meio bobo como ela se preocupa com coisas tão pequenas, mas prefere participar do que deixar sua amada triste com indiferença. “Não sei… Particular?” Ele ri, esperando a resposta da menina.
“Não!” Ela brinca. “Pública constroi caráter!” Ela adiciona, confiante e descontraída. “Sobra mais dinheiro para atividades extra-curriculares.” Conclui.
“Ah, entendi…” Alexandre olha para cima, pensativo. “Mas a particular não é melhor?” Ele olha de novo para ela, seus olhares se encontram novamente, e ‘Xande’ vê em Maitê a determinação a fazê-lo mudar de ideia.
“Na pública, ele conhece outras realidades socioeconômicas!” Maitê sorri e levanta um dedo, fazendo uma careta, seus óculos complementam a imagem de ‘nerd’. “E as atividades extras vão ajudar a compensar uma possível falta de conteúdo!”
Alexandre olha para ela, e há um momento de silêncio. Esse momento é quebrado por sua tentativa falha de fazer cócegas na namorada, que a faz rir mesmo assim. “Você pensa demais, mocinha.”
Os dois olham para o sol se pondo no horizonte. Talvez hoje realmente não seja a hora de pensar nisso, mas ambos esperam um futuro onde essa seria uma discussão real entre eles.
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